Astronomia

Astronomia na vida cotidiana, histórica e moderna.

Veículos Lançadores Foguetes

Os foguetes ou veículos lançadores podem ser divididos em diferentes estágios. A maior parte da estrutura dos veículos espaciais é destinada ao transporte de combustível e oxidante. Entretanto, a maior parte desse propelente é consumida para fazer com que a nave espacial atravesse a atmosfera a chegue à órbita para a qual foi programada. É durante esse trajeto que a maior parte do combustível (ou propelente) é consumida, para colocar em órbita um veículo espacial.

O foguete lançador passa a carregar um peso inútil correspondente à estrutura destinada, no início, ao transporte daquele combustível. Por isso, recorre-se ao sistema de foguete de vários estágios: o veículo lançador é subdividido em dois, três e até quatro elementos, tendo cada um a propriedade de se destacar do restante do foguete assim que acaba o combustível nele armazenado. Esses diferentes estágios vão caindo e podem ter dois diferentes destinos: o descarte ou o reaproveitamento. Vejamos como exemplo a família de foguetes não reutilizáveis Delta.

O foguete lançador é formado por três partes principais:

  1. nave espacial: trata-se de um grande “avião” espacial, onde moram e trabalham os astronautas. É a única parte do ônibus espacial que entra em órbita, e onde também se encontra um espaço para transporte de carga.
  2. tanque de combustível líquido: ele grande e alaranjado, e contém os propelentes líquidos, sendo conectado à nave espacial em sua parte inferior, para o lançamento.
  3. foguetes de combustível sólido: eles são responsáveis pela maior quantidade de impulso para os primeiros dois minutos do lançamento. Eles são longos e finos.

O ônibus espacial decola como um foguete. Os foguetes de combustível sólido e os motores no ônibus espacial fornecem o impulso para o lançamento. Os foguetes de combustível sólido queimam por cerca de dois minutos. Depois eles são derrubados do ônibus espacial no oceano. Barcos especiais os trazem de volta de modo que eles possam ser utilizados novamente. Os principais motores do ônibus espacial queimam por cerca de seis minutos.

O tanque externo é então derrubado quando todo o combustível é utilizado. Logo depois, tanto o ônibus espacial e a tripulação estão em órbita. O ônibus espacial aterriza como um avião. Enquanto em órbita, ele usa seus motores para desacelerar parar de orbitar. Após a reentrada na atmosfera terrestre, ele pousa como um avião em uma pista. Todos os componentes são utilizados exceto o tanque externo de combustível, que queima na atmosfera após o lançamento. O ônibus espacial tem capacidade de transporte de até sete astronautas, bem como carga.

Foi graças ao ônibus espacial que foi possível construir o mais notável empreendimento de cooperação internacional no setor espacial, ou seja, a Estação Espacial Internacional (sigla em inglês ISS). Durante as múltiplas missões do ônibus espacial, também foi colocado em órbita o Telescópio Espacial Hubble, que obtém imagens dos mais longínquos destinos no Universo, tais como supernovas e galáxias distantes.

Diferente das naves espaciais tripuladas anteriores, com capacidade de transportar de um a três astronautas, que eram descartáveis em sua totalidade (nave espacial e veículos lançadores), o ônibus espacial é uma nave espacial reutilizável, e a primeira nave espacial na história que carregou vários satélites para a órbita da Terra.

Ele decola como um foguete, faz manobras na órbita da Terra e pousa como um avião. A segurança dos astronautas é alta prioridade, por isso as operações relacionadas ao lançamento, operação da nave espacial, monitoramento do trabalho dos astronautas no espaço, e reentrada na atmosfera terrestre, precisam ser executadas com alta precisão.